TV Record no Colégio BAL

Alunos do Colégio BAL participaram 
de entrevista para TV Record







  



Meningite - Cuidados

Meningite

Conheça as causas, tratamentos e sequelas possíveis


 

Por Dra. Priscila Zanotti Stagliorio
                                                                                                                                                    
Meningite, só de falar já assusta! O nome se dá pela inflamação das membranas que revestem o encéfalo e a medula espinhal, conhecidas coletivamente como meninges. Existem diversos tipos de meningites e, para todas, é importante a avaliação do médico em consulta presencial para o diagnóstico correto e precoce, evitando a evolução crônica e possíveis sequelas neurológicas. Trata-se de uma doença grave, endêmica e comum durante o ano todo. Para entender melhor, vou explicar como acontece a infecção, transmissão e outras decorrências da doença.
                                                     
Disseminação e contaminação:
Acontece de pessoa para pessoa, assim como outras doenças virais, por meio de contato direto, pelas vias respiratórias, compartilhamento de objetos pessoais (copos, talheres, etc.), secreções e gotículas de saliva. Fica encubada entre 2 a 10 dias e pode variar dependendo da causa – bactéria, vírus ou fungos. Existe também a meningite tuberculosa, que se manifesta em até seis meses após a infecção.
Todos somos vulneráveis ao contágio, porém, a maior incidência ocorre em crianças menores de cinco anos e adultos com mais de 60 anos, devido a sua baixa imunidade. Portadores de doenças crônicas e imunossupressoras, diabetes mellitus, insuficiência renal aguda e infecção por HIV também correm mais riscos.
                               
Principais tipos:
- Streptococcus pneumoniae (pneumococo) – mais comum e pode provocar infecções de ouvido e pneumonia. Existe vacina para combatê-la. 
- Neisseria meningitidis – é extremamente contagiosa e afeta principalmente adolescentes e jovens adultos. Se espalha na corrente sanguínea por meio de infecções respiratórias.
- Haemophilus influenzae – comum no contágio em crianças, essa bactéria está controlada no Brasil por meio da vacina, que protege e imuniza contra a transmissão a partir de infecções no trato respiratório.
- Listeria monocytogenes – mulheres grávidas, idosos, recém-nascidos e pessoas com baixa imunidade são mais aptas ao contágio, enquanto a maioria das outras pessoas não apresentam sequer os sintomas.
- Meningite fúngica – pode elevar ao estado agudo da doença e apresenta sintomas semelhantes aos da meningite bacteriana. Atualmente é menos comum e não é transmitida de pessoa para pessoa.

Sintomas:
Em quadros de meningites virais os sintomas são mais suaves, parecidos com os de resfriados e gripes. Quando diagnosticadas, a conduta médica é deixar que a doença se esvaneça sozinha como em outras viroses. Já a bacteriana precisa de cuidados intensos e imediatos por ser mais grave e causada pelos vírus meningococos, pneumococos e hemófilos – transmitidos através das vias respiratórias e infecção de ouvido.
Em geral, começa com dores de cabeça, rigidez na nuca e febre alta. Também pode ser caracterizada por cefaleia, náusea, vômito, confusão mental, irritabilidade, apatia, alteração do líquido cefalorraquidiano (LCR) e, em casos graves, o aparecimento de manchas vermelhas na pele. Em bebês, é importante observar a moleira, que fica elevada, além de sinais clássicos como irritabilidade e falta de apetite.
A pessoa acometida pela doença também pode apresentar delírios e evoluir para o coma. Por isso é sempre necessário a avaliação do médico para um diagnóstico precoce com o objetivo de evitar sequelas como, por exemplo, a perda parcial ou total de visão, falta de memória e problemas de concentração, dificuldades de aprendizado, amputação de membros, paralisia total ou parcial no corpo, epilepsia e até mesmo o óbito. 



                                 
Diagnóstico:
Em todos os casos é importante a avaliação presencial do médico, assim como seguir os procedimentos apresentados por ele como, por exemplo, a realização de exames e administração de medicamentos quando necessário.  Os procedimentos básicos implicam na avaliação das condições gerais do paciente, assim como no exame do líquor (fluido que envolve o nosso sistema nervoso) para saber qual é o tipo de vírus infeccioso. Caso o médico suspeite do contágio ser por meio de bactéria, é provável que inicie os medicamentos antes de receber os resultados dos exames de praxe.
                                
Vacinação:
No calendário nacional de imunização já consta a vacina pneumocócica 10 valente e meningocócica C conjugada. Na rede privada, os pais podem imunizar seus filhos com outras vacinas combinadas que devem sempre ser indicadas pelo médico pediatra ou especialista. Importante: nunca recorra as vacinas sem a orientação de profissionais e esclarecimentos para a sua finalidade.
                                   
Dicas:
- Na dúvida sobre os sintomas, não hesite e ligue para o pediatra solicitando orientações e encaminhamento para o pronto socorro infantil ou atendimento de emergência. 
- Manter a higiene em dia é necessário para evitar todo tipo de doença, assim como a meningite. Lave as mãos com frequência e evite o compartilhamento de objetos com terceiros.
- Caso seu filho apresente os sintomas, avise os familiares e na escola (caso esteja em fase escolar).
- Beba muita água para manter o corpo hidratado e, também para equilibrar a temperatura corpórea.
- Mantenha seu médico informado quanto as reações e outros sintomas apresentados pelo paciente.

                                                  


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Sobre Dra. Priscila Zanotti Stagliorio
É médica pediatra há mais de dez anos, atua na zona norte de São Paulo, em consultório particular, no Pronto Socorro do Hospital São Camilo – unidade Santana, e na rede Dr. Consulta – unidades Tucuruvi e Santana. Em seu currículo possui diversas participações em congressos, cursos de especialização e atuações em prontos socorros, clinicas e ambulatórios médicos da grande São Paulo – Capital. Oferece curso personalizado para gestantes e mamães com recém-nascidos, com o objetivo de ajudá-las na mais importante missão de suas vidas: ser mãe. Para solicitar informações sobre os cursos escreva para:  priscilazs@yahoo.com.br / dicasdepediatraemae@gmail.com / contato@jcgcomunicacao.com - coloque no assunto a informação que deseja saber e ou solicitar. O consultório está localizado na Av. Leôncio de Magalhães, 395, Santana- SP / 11- 2977-8697.

Colaboração textual:
Agência Informação Escrita / Agência JCG Comunicação e MKT
Jornalista Carina Gonçalves
11-4113-6820 / contato@jcgcomunicacao.com

Saúde - alerta para os perigos da web

Brincadeira do desmaio – riscos desnecessários

Esta prática, agora com desafios online, pode levar a pessoa ao óbito 
ou deixar sequelas irreparáveis



Mais uma vez assistimos perplexos notícias que envolvem crianças e jovens em brincadeiras sem sentido e que podem levar à morte. Desta vez, Gustavo Riveiros Detter, um garoto de 13 anos, residente no litoral paulista deixou de viver por conta de um desafio estúpido, que vem ganhando novamente força pelas redes sociais e no universo online. Estamos falando da brincadeira do desmaio, também conhecida como jogo da asfixia, com primeiros relatos em meados de 2006, nos Estados Unidos. De lá para cá, o número de participantes só tem crescido e se expandiu para vários países do mundo.

No Brasil, parecia que essa “modalidade” tinha esfriado desde o último surto em 2014, quando a suposta brincadeira era feita por duas pessoas – uma delas provocava pressão no peito do colega para que a respiração fosse interrompida, faltasse oxigenação no cérebro e o desmaio acontecia. A nova “onda”, praticada agora, tem acontecido especialmente pelo universo virtual com vários participantes (online) se desafiando à ficarem o maior tempo possível sem respirar. Para isso vale o uso de várias técnicas perigosas e potencialmente mortais. E os motivos que levam os jovens a isto são diversos e infundados. Alguns dizem serem desafiados por outras pessoas para provar sua habilidade em ficar sem respirar, outros para sentirem “um barato” assemelhado aos das drogas e alguns que desejam testar a experiência de quase-morte. Pretextos à parte, todos colocam a própria vida em risco e também podem deixar sequelas reais e severas como perda permanente de funções neurológicas!

Para evitar novos casos é importante redobrar a atenção aos filhos, sobretudo dentro do mundo virtual e quanto ao uso constante das redes sociais (pseudo sociedades). Bons exemplos a seguir são os aplicados pelos grandes nomes da tecnologia dentro de seus lares como, por exemplo, Steve Jobs que limitava seus filhos quanto ao uso de iPads e iPhones, e Bill Gates, que antes de permitir o uso de computadores aos seus impunha a necessidade da leitura para a sua formação intelectual e desenvolvimento pessoal. Impor limites e saber dosar o que é legal ou não para as crianças e jovens é imprescindível, pois eles ainda não possuem maturidade suficiente para assimilar os reais riscos aos quais se expõem. Mais uma vez, fica o alerta para todos, pais, professores e parentes de potenciais vítimas de modinhas perigosas. Cuidemos melhor dos nossos entes queridos para não chorarmos amanhã pela falta deles!



Produção de Texto: jornalista Carina Gonçalves
Agência Informação Escrita / Agência JCG Comunicação e MKT
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